Policiais militares fazem em média um parto por dia em SP

29 de dezembro de 2020
Entre janeiro e novembro, foram 424 nascimentos feitos por PMs no estado, 198 deles na capital Alfredo Henrique SÃO PAULO No dia 8 deste mês, policiais militares em ronda no bairro da Penha, na zona leste de São Paulo, foram acionados para prestar socorro a uma gestante que havia acabado de entrar em trabalho de parto. Não deu tempo de levá-la ao hospital, e os bebês —sim, eram dois— acabaram nascendo, um embaixo da ponte, o outro, dentro da viatura. Isso está longe de ser raro para os agentes da Polícia Militar. Entre janeiro e novembro deste ano, PMs realizaram 424 partos no estado de São Paulo, média de 1,2 caso por dia. Na capital paulista, 198 crianças vieram ao mundo com a ajuda de PMs, representando 46,6% do total de casos deste ano, até novembro. Já na Grande SP foram 103 nascimentos, e em cidades do interior e litoral, 123. Além de treinamento tático e ostensivo para agir em situações de violência, agentes são instruídos durante cursos preparatórios para atender casos envolvendo também a saúde das pessoas, incluindo partos. “Nossos policiais são preparados para lidar com eventos naturais, como o nascimento de uma criança. Eles estão aptos a agir com calma e fazer o acompanhamento da parturiente enquanto acionam socorro especializado, como o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] ou os bombeiros”, explica o major Celso Ricardo de Souza, chefe de divisão operacional do CPAM/10 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 10). Há casos mais urgentes, porém, em que os próprios PMs acabam ajudando as grávidas a darem à luz, na casa da gestante ou até mesmo dentro da viatura, a caminho do hospitais. “É uma felicidade ao policial dar apoio em ocorrências envolvendo a vida”, afirma Souza. Ele mesmo diz estar pronto para ajudar a esposa, grávida de seis meses e meio, caso ocorra algum imprevisto. Entre janeiro e novembro do ano passado, policiais militares contribuíram para o nascimento de 579 crianças no estado de São Paulo. Deste total, 278 foram na capital, 172 na região metropolitana e 129 no interior e no litoral. Dona de casa deu à luz em carro da PM O pequeno Mysael Viana Amorim não esperou a mãe entrar no Hospital Geral do Grajaú (zona sul) e nasceu no banco traseiro da viatura da PM que o levou, no estacionamento da unidade de saúde, no último dia 8. A ronda dos soldados Orani Magalhães Júnior e Roger José da Silva, do 27º Batalhão, foi interrompida com o chamado para que ajudassem uma mulher em trabalho de parto. Em menos de cinco minutos os policiais chegaram à casa do auxiliar de limpeza Cleiton Batista Amorim, 31anos, e da dona de casa Marciana Viana Campos, 28. “O grande desafio foi ir rápido, mas evitando trepidações”, afirmou Silva. Chegando ao estacionamento do hospital, o garotinho acabou nascendo, com quase três quilos. Criança ‘apressada’ nasce no quarto Quando a cozinheira Evanir da Silva, 41 anos, foi dormir na noite de 5 de dezembro de 2019, não

Campanha de Doação de Brinquedos

28 de dezembro de 2020
Durante os meses de outubro e novembro, a Assessoria Jovem com o apoio do Departamento Feminino da AOPM, realizou uma Campanha de Doação de Brinquedos. Com o empenho e ampla participação de nossos associados, foram arrecadados 97 pacotes com brinquedos e doados para entidades que apoiam crianças e adolescentes carentes, como o COTIC Imirim – Centro Organizado de Tratamento Intensivo à Criança, que recebeu 62 pacotes com brinquedos e a Casa Nossa Família, que recebeu 35 pacotes com brinquedos.  Agradecemos a todos os que incentivaram e apoiaram esta bela ação. Ao presidente da AOPM, Cel PM Antonio Chiari, ao assessor da juventude, Major PM Elton Marcel Dorce e sua família, a assessora do Departamento Feminino, sra Susette Ruiz Chiari, ao Departamento de Comunicação Social e à Central de Atendimento.   

História do Presépio de Natal

23 de dezembro de 2020
  Quando começa o mês de Dezembro, muitas igrejas e lares cristãos decoram os seus interiores com representações do nascimento de Jesus Cristo. Também os estabelecimentos comerciais e empresas seguem esta tradição que foi se introduzindo, com o passar do tempo, na cultura de cada país. Quer a cena de São José, Maria e o Menino, ou a representação de várias cenas bíblicas relativas ao nascimento de Jesus, ajudam a nos colocar na vida de Jesus Cristo, como dizia São Josemaria: “Para aprender dEle, é necessário conhecer a sua vida: ler o Santo Evangelho, meditar no sentido divino do caminhar terreno de Jesus”. Nas catacumbas Nas origens do Cristianismo encontram-se vestígios da representação da Virgem Maria com o Menino. É o caso das pinturas marianas das catacumbas de Priscila, em Roma: uma delas mostra Nossa Senhora com auréola e o Menino ao colo, e um profeta (talvez Isaías) ao seu lado. Por isso, uma das interpretações que se dá a esta pintura, ao longo da história, são as palavras do profeta Isaías em que se pode vislumbrar um anúncio messiânico: “Ouçam agora, descendentes de Davi! Não basta abusarem da paciência dos homens? Também vão abusar da paciência do meu Deus? Por isso o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel”. (Is 7, 13-14) Greccio e o primeiro presépio Noite de Natal de 1223. Greccio, Itália. São Francisco de Assis celebra, em uma gruta próxima da capela desta aldeia, a cena do nascimento de Cristo, mas não representada com as figurinhas e miniaturas dos objetos de todos os dias, nem com pessoas, se bem que na ocasião São Francisco utilizasse animais. Celebrou-se a Missa da Noite acompanhada de uma representação simbólica da cena do nascimento, mediante uma manjedoura sem menino, com o boi e o burro, baseando-se na tradição cristã e nos evangelhos apócrifos, bem como na leitura de Isaías: “O boi reconhece o seu dono, e o jumento conhece a manjedoura do seu proprietário, mas Israel nada sabe, o meu povo nada compreende” (Is. 1, 3). Estes animais já aparecem no presépio do século IV, descoberto nas catacumbas da Basílica de São Sebastião de Roma, no ano 1877. Depois da Missa, São Francisco entoou o Evangelho e fez um sermão sobre o nascimento de Jesus em circunstâncias tão humildes como as que viviam naquele momento: uma fria noite de inverno, no interior de uma gruta, resguardado, no lugar onde comiam os animais que, próximos do Menino, o aqueciam com o seu bafo. Depois desta primeira ocasião, que mais que um presépio pode ser considerado como um drama litúrgico, foi-se popularizando a instalação de presépios durante o Natal com figuras de terracota, cera ou madeira.   Difusão pela Europa e América A partir do século XIV, a montagem de presépios pelo Natal tornou-se tradição na Itália e foi passando para o resto da Europa, a princípio como prática eclesiástica, difundindo-se depois por todo o povo. Em concreto, os