Desagravo à Carreira de Estado de Oficiais de Polícia Militar de São Paulo

5 de dezembro de 2016
          Para ficar claro as afirmações do Executivo Estadual sobre o impacto econômico do salário de Coronéis no rombo das finanças de São Paulo, a Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo vem a público apresentar seus argumentos: Todas as carreiras de Estado tem progressão, o Ministério Público, a Magistratura, a Docência Superior, os Fiscais, os Médicos, os Auditores, os Delegados e etc; A carreira de Oficiais, assim como todas as carreiras de Estado, tem mais componentes no último posto na inatividade; O número de 1800 Coronéis inativos contra os 60 na atividade não é verdadeiro. Qual a proporção de assalariados de último posto de outras carreiras? O Ministério Público e os Juízes, apenas para citar duas carreiras, tem na ativa algo no entorno de 700 Desembargadores e Procuradores, apenas para fazer comparação; Como temos 700 destas carreiras na ativa, que inicia com salário muito maior do que o teto que o Governador impõe para todo Executivo, na inatividade estas carreiras recebem muito mais ainda do que qualquer Coronel; Se recebem mais que o que entende como teto Constitucional, a atitude do Executivo seria coibir tal procedimento, mas ao contrário, paga o que excede os valores do teto sem qualquer reclamação; Não é verdade também que dos 5.198 servidores, que recebem acima do teto, nenhum é da PM ou Coronel da Milícia Bandeirante? Assim como dos 7 mil cargos em comissão levantados pela mídia, nenhum é da PM e são de fato imprescindíveis ao nosso Estado? Será que temos que aceitar estas citações por que por dever e razão de nossa investidura, somos submetidos a rígidos regulamentos e normas e devemos aceitar ser os responsáveis únicos pelos rombos no erário estadual? O endividamento de São Paulo é maior que a soma da dívida de todos outros estados com a União; Somente os encargos desta enorme dívida, juros e correção monetária, são de longe maiores que a diferença entre o que recebe a Previdência e o que deve pagar de encargos; A SPPREV significa mais ônus para o Estado ao recolher previdência, porque seus recursos, ao contrário do que se poderia imaginar, estão alocados no Orçamento do Estado, mas deveriam ser recolhidos em fundo próprio, independente, gerido paritariamente pelo empregador e pelos funcionários públicos, que tecnicamente decidiriam da melhor aplicação destes recursos para atuarialmente garantir as inatividades assalariadas de todos funcionários públicos, tal como ocorre de há muito nas sociedades democráticas e civilizadas do mundo; Ao assacar tal acusação aos Coronéis da Polícia Militar, o governo tenta deixar de explicar o porquê de tão alta dívida da administração, do nosso Estado, com os salários mais baixos de todo segmento de Policiais do Brasil, justamente onde temos o maior custo de vida, a economia mais ativa e os riscos maiores para a atividade policial; Como os PMs não recebem o reajuste de correção monetária desde 2014, o que é obrigatório por parte dos governantes, por este motivo se pretende argumentar contra e desmerecer a entrega

“Hoje, temos 1.800 coronéis na reserva, enquanto apenas 60 na ativa”. Governador Alckmin

4 de dezembro de 2016
Hoje, para surpresa dos Oficiais da Polícia Militar, o Governador Geraldo Alckmin, seguindo a linha do Governador Pezão do Rio de Janeiro, disse em evento no Guarujá que “…temos 1.800 coronéis na reserva, enquanto apenas 60 na ativa. Esses profissionais recebem o teto de governador. Isso cria um problema tremendo”. Então vamos entender esse “problema tremendo”. Comecemos a esclarecer ao leitor que o Estado de São Paulo paga R$ 21.631,00 como Teto Salarial. Esse Teto salarial é baseado no que o Governador do Estado recebe como salário. Porém ele não tem gasto algum com alimentação, combustível, água e luz e outras “coisas”. São as vantagens do cargo. Vale lembrar que esse é o 2º pior salário de Governador de Estado no país. No quadro ao lado, o Estado do Ceará já ultrapassou o do Estado de São Paulo. Talvez o Governador esteja preocupado com os 1.800 coronéis na reserva, e que esse Oficiais, cujos salários exorbitantes de R$ 21 mil brutos, sejam os responsáveis pela situação financeira do Estado de São Paulo. Talvez ao se aposentarem esses coronéis deveriam, por um passe de mágica, deixarem de existir. Assim como os Professores, Delegados, Reitores, Procuradores, Juízes, enfim, todos aqueles que recebem o Teto Salarial. Mas o Governador não cita outros cargos da Administração Pública cujos funcionários estão recebendo ACIMA do Teto salarial. Ele sabe bem quem são. Mas sobre eles o Governador não fala nada. Numa reportagem do Portal G1 de Abril/2016, aparecem 5.198 servidores recebendo acima do Teto estabelecido pelo Governador. Leia aqui a matéria do G1 Se preocupa o Governador com o salário dos coronéis, mas não cita os mais de 7.000 cargos comissionados (link 1) existentes no Governo de São Paulo em 2014. Mesmo dizendo em 2015 que iria diminuir 1.200 desses cargos, o número chegaria ainda a mais de 5.800 cargos comissionados. Cujos salários devem estar bem próximos ao Teto do Governador. São cargos imprescindíveis (?) mas que também oneram o sistema financeiro do Estado. Link 1 – Cargos Comissionados Por fim, vale lembrar que o Governo do Estado de São Paulo deu 8% de reajuste ao policial militar. Em 2014. De lá para cá, nada recebemos. E, agora, somos nós os responsáveis pela situação financeira do Estado.    

A Reforma da Previdência está pronta e vai para votação na próxima terça-feira, dia 06.

3 de dezembro de 2016
A proposta de Reforma da Previdência, que tem tirado o sono de muitos  trabalhadores, será encaminhada à Câmara dos Deputados para votação na próxima terça-feira. Saiba mais detalhes acessando o link abaixo: Reforma da Previdência

Matéria do site “policialbr” traz entrevista com nosso Deputado Federal, Capitão Augusto.

3 de dezembro de 2016
Em entrevista ao site www.policialbr.com o Deputado Federal por São Paulo, Capitão Augusto fala sobre a votação do Projeto Anti-Corrupção. Basta clicar: http://policialbr.com/2016/12/03/deputado-federal-capitao-augusto-fala-com-exclusividade-ao-policialbr-sobre-votacao-do-projeto-anticorrupcao/