Militares e as Olimpíadas

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Os Jogos Olímpicos ocorridos no último mês de Agosto no Rio de Janeiro foram motivos de muita especulação e comentários não só sobre a real necessidade de ocorrer num país com tantos problemas, mas também pela vitória significativa de medalhas conquistadas por atletas militares.

Confesso que pelo meu ponto de vista esses jogos seriam totalmente dispensados no cenário do Brasil atual pois todo dinheiro e esforços gastos para a construção de locais para a realização dos jogos, logística para a realização de todo evento, efetivo dispendido em todas as áreas de atuação, etc, seriam muito melhor empregados caso tivessem sido direcionados para as áreas da Saúde, Educação e Segurança Pública de cada Estado envolvido. Segundo o jornal Folha de São Paulo (22Ago2016, pág. B6) o gasto público da Inglaterra no ciclo olímpico de 2012 foi de R$ 1,5 Bilhão, nem metade dos R$ 3,7 Bilhões gastos no Estado Brasileiro. Todo esse dinheiro não seria melhor aplicado em ajuda ao tão sofrido povo brasileiro?

Me desculpem, não quero ser o contestador ou aquele portador de notícias desagradáveis, mas como policial militar sempre procurei em primeiro lugar o bem estar e o melhor atendimento possível para o cidadão de bem e creio que antes da diversão, vem a devoção aos nossos princípios básicos e necessidades humanas.
Em contra-partida algo ocorreu que incomodou muito aqueles que não gostam de nós militares ou seguidores da doutrina militar, doutrina essa tão arraigada em nossa Polícia Militar paulista, nossa tradicional Força Pública de tanta história e tradição.

Com a conquista das primeiras medalhas olímpicas, os atletas militares no pódio, ao receberem a tão almejada honraria prestavam a continência regulamentar ao pavilhão nacional e, por incrível que pareça, isso começou a incomodar os reacionários e esquerdistas patéticos de plantão que passaram a tecer críticas à tão honrada saudação militar, retomando discussão sobre o assunto que já havia ocorrido quando dos Jogos Pan Americanos de Toronto em 2015.

Segundo o Ministério da Defesa, dos 465 atletas que integravam a delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de 2016, 145 eram militares em 27 modalidades esportivas. A meta era atingir dez medalhas, mas o resultado superou a expectativa chegando a 13 medalhas.

Entre os atletas que conquistaram a Medalha de ouro estão a judoca Rafaela Silva, Sargento da Marinha desde janeiro de 2014, no salto com vara, o Sargento Thiago Braz, da Aeronáutica, inclusive conseguindo novo recorde olímpico, entre outros.

Das 19 Medalhas conquistadas pelo Brasil (07 de Ouro, 06 de Prata e 06 de Bronze), 13 Medalhas foram conquistadas por Atletas Militares.

Isso demonstra o compromisso das Forças Armadas Brasileiras com a seriedade e valorização do esporte na formação de um Brasil melhor, existindo atualmente ainda um programa de iniciação de 21 mil crianças nos esportes além de outro programa piloto para jogos paraolímpicos.

Outro desempenho forte dos militares e policiais militares foi quanto à Segurança Física e Pessoal de todos envolvidos nos Jogos Olímpicos, não só no Rio de Janeiro, mas nos estados onde ocorreram eventos olímpicos.
Como não houve ataque terrorista, graças à Deus, e nenhum turista foi morto o governo federal entendeu como sucesso total a missão de segurança no rio 2016. Apesar desse sucesso graves ocorrências não deixaram de acontecer inclusive culminando com a morte de um Soldado da Força Nacional, morto baleado na cabeça em uma favela do Rio de Janeiro, além de dois ônibus apedrejados, balas perdidas atingindo o parque olímpico e turistas e delegações relatando roubos, etc.

Em São Paulo, sem prejuízo de policiamento normal do Estado, foram mandados reforços em pessoal para o Rio de Janeiro, inclusive com policiais aposentados, além do policiamento realizado em locais dos jogos ocorridos aqui em nosso Estado , sendo que todo esse policiamento foi coroado de pleno êxito.

Enfim, apesar de todos os problemas e dinheiro gasto nas Olimpiadas de 2016 podemos dizer que o saldo foi positivo para o Brasil perante os demais países, pois conseguimos evitar que nossas desgraças cotidianas fossem expostas para todo o planeta e evitar assim uma vergonha nacional para baixar nossa, já tão prejudicada, auto estima tupiniquim.

Que essa experiência sirva para os governos Federal, Estaduais e Municipais, se dedicaram mais ao seu povo que colaborou da melhor maneira possível para contribuir com a imagem de um Brasil feliz e batalhador, e principalmente, para valorizar seus militares e policiais militares que trabalharam diuturnamente para manterem a segurança de todos envolvidos nos jogos, onde se dedicaram em cumprir a missão totalmente e ainda demonstraram através das medalhas conquistadas que para nós missão dada é missão cumprida. Nossa formação militar fez a diferença como sempre e deixou evidente que sem nossos homens e mulheres o Brasil jamais conseguirá ser o país pretendido por todos nós.

Fonte: Coronel Telhada
(31/08/2016)
Categoria:
  Notícias
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