Desagravo à Carreira de Estado de Oficiais de Polícia Militar de São Paulo

Publicado por Camila Goulart 4 anos atrás5Comentários

 

        Para ficar claro as afirmações do Executivo Estadual sobre o impacto econômico do salário de Coronéis no rombo das finanças de São Paulo, a Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo vem a público apresentar seus argumentos:

  • Todas as carreiras de Estado tem progressão, o Ministério Público, a Magistratura, a Docência Superior, os Fiscais, os Médicos, os Auditores, os Delegados e etc;
  • A carreira de Oficiais, assim como todas as carreiras de Estado, tem mais componentes no último posto na inatividade;
  • O número de 1800 Coronéis inativos contra os 60 na atividade não é verdadeiro. Qual a proporção de assalariados de último posto de outras carreiras?
  • O Ministério Público e os Juízes, apenas para citar duas carreiras, tem na ativa algo no entorno de 700 Desembargadores e Procuradores, apenas para fazer comparação;
  • Como temos 700 destas carreiras na ativa, que inicia com salário muito maior do que o teto que o Governador impõe para todo Executivo, na inatividade estas carreiras recebem muito mais ainda do que qualquer Coronel;
  • Se recebem mais que o que entende como teto Constitucional, a atitude do Executivo seria coibir tal procedimento, mas ao contrário, paga o que excede os valores do teto sem qualquer reclamação;
  • Não é verdade também que dos 5.198 servidores, que recebem acima do teto, nenhum é da PM ou Coronel da Milícia Bandeirante?
  • Assim como dos 7 mil cargos em comissão levantados pela mídia, nenhum é da PM e são de fato imprescindíveis ao nosso Estado?
  • Será que temos que aceitar estas citações por que por dever e razão de nossa investidura, somos submetidos a rígidos regulamentos e normas e devemos aceitar ser os responsáveis únicos pelos rombos no erário estadual?
  • O endividamento de São Paulo é maior que a soma da dívida de todos outros estados com a União;
  • Somente os encargos desta enorme dívida, juros e correção monetária, são de longe maiores que a diferença entre o que recebe a Previdência e o que deve pagar de encargos;
  • A SPPREV significa mais ônus para o Estado ao recolher previdência, porque seus recursos, ao contrário do que se poderia imaginar, estão alocados no Orçamento do Estado, mas deveriam ser recolhidos em fundo próprio, independente, gerido paritariamente pelo empregador e pelos funcionários públicos, que tecnicamente decidiriam da melhor aplicação destes recursos para atuarialmente garantir as inatividades assalariadas de todos funcionários públicos, tal como ocorre de há muito nas sociedades democráticas e civilizadas do mundo;
  • Ao assacar tal acusação aos Coronéis da Polícia Militar, o governo tenta deixar de explicar o porquê de tão alta dívida da administração, do nosso Estado, com os salários mais baixos de todo segmento de Policiais do Brasil, justamente onde temos o maior custo de vida, a economia mais ativa e os riscos maiores para a atividade policial;
  • Como os PMs não recebem o reajuste de correção monetária desde 2014, o que é obrigatório por parte dos governantes, por este motivo se pretende argumentar contra e desmerecer a entrega e o esforço que faz a categoria inteira para atender os interesses mais comezinhos da sociedade, o que gera mais uma dúvida: é para causar a instabilidade interna na corporação ou é para justificar, perante a sociedade, o não cumprimento deste dever constitucional em relação a estes servidores do estado?

O PSDB está no mando de São Paulo há 22 anos e não quer admitir que há outras explicações para arrimar suas desculpas e não dar ao povo paulista justificativa tão pueril, tanto quanto aquela que se apresenta como o outro lado da moeda em relação aos corruptos, que foram recentemente defenestrados da administração do país.

Com tanto e significativo tempo no governo do Estado os desvios já deveriam ter sido corrigidos, mas foram as mudanças apresentadas para resolver situação episódica de justiça pelo governo, que acabaram construindo os equívocos agora apontados, que de longe não explicam danos à saúde econômica do Estado. Sinceramente, esperávamos mais justiça, lealdade e reconhecimento, mesmo consideração, para com aqueles que deram e dão o seu suor e sangue para que a sociedade paulista chegasse onde chegou e continuasse tendo paz e ordem, tão necessários ao Estado locomotiva da nação, onde 45 milhões produzem metade do que faz o resto do país.

A Diretoria

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5 Comentários

  • walter kovacs says:

    Essa manifestação precisaria ser publicada na mídia para chegar ao conhecimento do governador //////

  • Augusto Reis Montemor says:

    Onde está a Casa Militar, onde estão os assessores militares? Para que serve a Casa Militar ? Que assessoria dão ao Governador? Abrir e fechar portas?

  • Sebastião Martins de Oliveira says:

    Entendo que quando na inatividade, após longos anos dedicados ao bem estar da sociedade e para com a segurança do Estado, nos quais todos os meses, regiamente, contribuímos para a previdência Oficial, não nos faz favor algum e nem está sendo bonzinho o Governo do Estado ao honrar com a sua parte no compromisso assumido, nos pagando os devidos proventos a que temos Direito pela inatividade. Leviandades falaciosas como essas, proferidas em público, que atinge de forma ampla a honra de todos os Oficiais, está a merecer um remédio jurídico reparador que, salvo melhor juízo deve ser perpetrado pela “AOPM”, que como eterna guardiã e sempre zelosa com a honra de toda a oficialidade e, diante das injúrias e calúnias proferidas pelo Chefe do Executivo Paulista, certamente não pode permanecer silente ou simplesmente exaurir, dar por satisfeita, com a simplista publicação de desagravos.

  • João Carlos Galves says:

    Excelente!

  • Cel PM Alberto Nogueira Schiavetti says:

    Devo lembrar que quem provocou o acréscimo desse número de Coronéis na reserva foi uma Lei nos idos anos 80+/-, quando estabeleceu que promovido a Coronel o Oficial só poderia permanecer apenas 5 anos; enquanto os Delegados podiam permanecer até 70, nossos Coronéis com no máximo, a maioria, passava para reserva aos 50/52 anos. Antigamente os nossos Comandantes podiam também ficar até os 70 que era o limite de idade de permanência no serviço ativo, sendo que só no Judiciário que os Desembargadores podiam ficar até 75 anos. Alerto que essa Lei foi provocada por um grupo de Oficiais e posta na mesa do Governador como desejo da oficialidade para que a carreira não estagnasse em Ten Cel . O Cmt Geral era o Gen Braga e o Sub Cmt Geral e Chefe do EMPM o Cel Guaycuru , ele em reunião no QG (eu estava presente com secretário do CPC), disse aos presentes quando entregou seu pedido de passagem para a reserva “UM DIA VOCÊS IRÃO SE ARREPENDER DE TEREM PROVOCADO ESSA LEI”. Esse dia chegou .

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